terça-feira, 4 de junho de 2013

Vivências literárias

Comecei meu percurso pela leitura na escola. Sempre adorei ler, lia muitos contos infantis e adorava as histórias em quadrinhos de Maurício de Sousa. Lembro que na época em que não dominava muito bem as letras, lia as imagens e criava as minhas próprias histórias. Na adolescência, por influência de uma amiga passei a ler alguns títulos de Sir Arthur Conan Doyle - propriamente dizendo Sherlock Holmes - no qual sempre achei bárbaro a maneira como ele solucionava os crimes na companhia do Dr. Watson; li também vários contos de Edgar Allan Poe, que além dessa influência amigável, também acabei sendo influenciado pela professora de inglês, que em sala de aula trabalhava alguns contos. Fui me apaixonando perdidamente pela leitura e a partir daí li vários títulos, de best sellers ao mais simples.
Na época do Ensino Médio, por haver estudos literários, passei a ter mais contato com alguns clássicos da literatura. Uma das obras mais marcantes foi "O Cortiço", que me impressionou pela demonstração da realidade e pela maneira natural como era vista o ser humano, todas as suas características físicas, biológicas e seus instintos. Gostei muito de ler "Dom Casmurro" e até hoje ainda existe a dúvida da traição de Capitu. Os olhos de Capitu não só impressionou ao Bentinho, mas também a mim, porque passei a imaginar como seria esses tais olhos de ressaca. Foi uma leitura bem complexa, mas que me fez amar e amar cada capítulo. Tive nessa época a oportunidade de ler inúmeros clássicos, "Clara dos Anjos", "Marília de Dirceu", entre outros. A propósito uma curiosidade sobre Marília de Dirceu - não gostei muito de ler essa obra, por ser em versos e nunca fui fã de poemas, mas confesso que a parte que aborda a questão histórica da Inconfidência Mineira achei interessante. 
Considero-me um leitor bem diversificado  li diferentes gêneros - romances, contos, crônicas - adoro ler crônicas pela proximidade com o cotidiano e tem mais adoro fazer essa leitura com os alunos e discutir a realidade. 
Como professor leitor, tento incentivar meus alunos a buscarem a leitura, principalmente por diversão, pois a leitura quebra fronteiras, limites, preconceitos e permite sonhar acordado e conhecer lugares e realidades diferentes.

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